Detalhar som Classificação Científica
Nome Científico
Pionus maximiliani(Kuhl, 1820)Nome em Inglês
Scaly-headed Parrot
Maitaca-verde
A maitaca-verde (Pionus maximiliani) é uma ave psittaciforme da família dos Psittacidae. É chamada também por maritaca (Minas Gerais), baitaca, maitaca, maitaca-bronzeada, maitaca-de-maximiliano, maitaca-suia, suia e umaitá.
Não está classificada em nenhuma categoria de ameaça, embora o desmatamento e o comércio ilegal afetem suas populações.
Nome Científico
Seu nome científico significa: do (grego) piön, pionos = gordo; e de maximiliani homenagem ao Príncipe General Maximilian Alexander Philipp Graf zu Wied-Neuwied (1782–1867) explorador no Brasil no período de (1815–1817). ⇒ (Ave) gorda de Maximilian.
Características
Pesa entre 233 e 293 gramas e mede entre 25 e 29 centímetros de comprimento.
A coloração geral da ave é verde, sendo a porção dorsal verde escuro e a porção ventral verde amarelado. Apresenta a cabeça cinza-azulada, abaixo do pescoço tem uma faixa roxa, bico amarelado, asas verdes, crisso e infracaudais vermelhos.
ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL
maitaca-verde adulto
maitaca-verde jovem
Subespécies
Possui quatro subespécies reconhecidas, sendo três delas com ocorrência no Brasil:
Pionus maximiliani maximiliani (Kuhl, 1820) - ocorre no nordeste do Brasil, do estado do Ceará até o estado do Espírito Santo e Sul do estado de Goiás. A cabeça desta subespécie é esverdeada com as penas marginadas escuras e o mento avermelhado.
Pionus maximiliani siy (Souance, 1856) - ocorre do sudeste da Bolívia até o Paraguai, oeste do Brasil (Mato Grosso), e norte da Argentina. Esta subespécie possui a cabeça mais escura, com a parte de trás verde-amarelada e o azul da garganta mais claro. Seu anel perioftálmico branco é largo e sua asa é menor que 180 mm de comprimento.
Pionus maximiliani melanoblepharus (Ribeiro, 1920) - ocorre do leste do Paraguai até o sudeste do Brasil e no nordeste da Argentina, na província de Misiones. Esta subespécie possui o mento sem vermelho e a asa acima de 180 mm de comprimento.
Pionus maximiliani lacerus (Heine, 1884) - ocorre no nordeste da Argentina, nas regiões de Tucumán, Catamarca e Sul de Salta.
(Clements checklist, 2014; ITIS - Integrated Taxonomic Information System, 2015).
| Fotos das subespécies de Pionus maximiliani |
| (ssp. maximiliani) | (ssp. siy) | (ssp. melanoblepharus) | (ssp. lacerus) |
Pionus maximiliani maximiliani |
Pionus maximiliani siy |
Pionus maximiliani melanoblepharus |
Pionus maximiliani lacerus |
Alimentação
Alimenta-se de frutos e sementes da região, muitas vezes sendo verdadeiros predadores de arrozais.
maitaca-verde se alimentando
Reprodução
Hábitos
Vive em uma variedade de habitats que incluem florestas úmidas, de galeria, savanas e áreas cultivadas, até os 2.000 metros. Geralmente gregário, voam em bando de 6 a 8 indivíduos, por vezes até de 50 aves quando a comida é abundante. Costumam banhar-se em lagos para se refrescar. É um dos mais abundantes psitacídeos em sua área de ocorrência.
Bando de maitaca-verde
Distribuição Geográfica
Desde o Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste do Brasil, Paraguai, Bolívia até o norte de Argentina.

Ocorrências registradas no WikiAves
Referências
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Mahecha, José Vicente Rodríguez; Suárez, Franklin Rojas; Arzuza, Diana Esther; Hernández, Andrés Gonzáles. Loros, Pericos & Guacamayas Neotropicales. Panamericana Formas e Impresos S.A., Bogota D.C., 2005, Pág. 132.
Consulta bibliográfica sobre as subespécies:
CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.
del Hoyo, J.; et al., (2014). Handbook of the Birds of the World Alive. Lynx Edicions, Barcelona.
ITIS - Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
Piacentini et al. (2015). Annotated checklist of the birds of Brazil by the Brazilian Ornithological Records Committee / Lista comentada das aves do Brasil pelo Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos. Revista Brasileira de Ornitologia, 23(2): 91–298.
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